Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Atlas da Mobilidade Social aponta gênero, raça e origem familiar como principais fatores de baixa mobilidade no Brasil.
Um novo estudo mostra que a maioria dos baianos nascidos em famílias com renda abaixo da média brasileira tende a permanecer entre os mais pobres do estado ao longo da vida. Segundo o levantamento, três a cada cinco pessoas nessa condição não conseguem sair dessa faixa de renda, revelando um baixo índice de mobilidade social tanto na Bahia quanto no país como um todo.
Os dados fazem parte do Atlas da Mobilidade Social, divulgado nesta sexta-feira (31). O estudo aponta gênero, raça e origem familiar como os principais fatores que travam a ascensão social no Brasil.
A pesquisa é resultado de uma plataforma pública desenvolvida pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (Imds), em parceria com o grupo de pesquisa Prospera Lab. Segundo o levantamento, a renda domiciliar per capita mediana no Brasil fica próxima de R$ 2.316 — valor que separa a metade da população que ganha menos do resto.
Com base nessa mediana, o estudo divide a população em quatro grupos de origem familiar: “Abaixo da Mediana”, correspondente à metade inferior da pirâmide de renda; “Classe Baixa”, os 25% com menor renda domiciliar; “Classe Média”, o grupo intermediário entre os percentis 26 e 75; e “Classe Alta”, o quarto superior da distribuição, que inclui também o subgrupo dos 10% mais ricos do país.
Na Bahia, os números confirmam essa dificuldade de ascensão. Entre as crianças nascidas na metade mais pobre da população, 75,5% tendem a permanecer nessa mesma faixa de renda quando adultas — o equivalente a três em cada quatro crianças. Já entre as nascidas no grupo dos 25% mais pobres, o índice de permanência nessa condição é de 51,6%.
Sugestão de imagem: foto genérica de comunidade/bairro popular brasileiro (Pexels/Unsplash: “brazilian community neighborhood”) — evita retratos de pessoas específicas, já que o tema envolve dados sensíveis sobre pobreza.
