Domingo, 20 de setembro de 2026
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Sargento aposentado é condenado a quase 7 anos de prisão por comandar milícia armada em Correntina

Grupo atuava há mais de uma década invadindo terras de comunidades tradicionais na Bacia do Rio Corrente.

O policial militar da reserva Carlos Erlani Gonçalves Santos foi condenado a seis anos e oito meses de prisão por formar e chefiar uma milícia privada armada na região de Correntina, no oeste baiano. Ele é apontado como líder do grupo, responsável por invadir terras de comunidades tradicionais na Bacia do Rio Corrente. A pena começará a ser cumprida em regime semiaberto.

Na mesma sentença, José Carlos Alves dos Santos também foi condenado pelo mesmo crime, recebendo cinco anos e quatro meses de reclusão, também em regime semiaberto. Como a decisão ainda cabe recurso, os dois podem responder em liberdade até o fim do processo.

O caso integra a Operação Terra Justa, deflagrada em abril de 2025 pelo Ministério Público da Bahia para apurar grupos armados envolvidos em conflitos fundiários contra comunidades de fundo e fecho de pasto. Segundo o MP-BA, a organização atuava havia mais de dez anos com estrutura paramilitar — armamentos, fardamento padronizado e postos de vigilância — para intimidar moradores, restringir o acesso a áreas tradicionalmente ocupadas, destruir cercas e promover esbulho possessório, funcionando disfarçada de empresa de segurança privada sem autorização da Polícia Federal.

A condenação partiu de denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), em parceria com a Polícia Civil da Bahia.

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