Domingo, 20 de setembro de 2026
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Bahia lembra 40 anos sem Mãe Menininha

Ialorixá do Gantois por seis décadas, ela foi peça-chave para o fim da perseguição policial ao Candomblé na Bahia.

Completam-se nesta quinta-feira (13) 40 anos da morte de Mãe Menininha do Gantois, uma das lideranças religiosas mais influentes do país. Nascida em 1894, em Salvador, ela foi iniciada no Candomblé ainda bebê e tornou-se, em 1922, aos 28 anos, a quarta ialorixá do Terreiro do Gantois, cargo que ocupou por 64 anos.

Durante sua gestão, período de intensa repressão policial às religiões de matriz africana, Mãe Menininha construiu uma rede de diálogo com autoridades, políticos e intelectuais — inclusive dentro da Igreja Católica, chegando a convencer bispos a permitir vestimentas do Candomblé dentro de igrejas. Essa articulação ajudou a conter a perseguição aos terreiros e a consolidar o status do Candomblé como expressão legítima da cultura afro-brasileira.

“Mãe Menininha usou de diplomacia, diálogo inter-religioso e carisma para combater a perseguição aos terreiros”, afirmou ao Bahia Notícias sua neta, Ângela Ferreira, atual liderança interina do Gantois. Após sua morte, seu quarto foi transformado no Memorial Mãe Menininha, hoje parte do Guia Baiano de Museus.

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