Jerônimo aponta “cultura de uso” e falta de clínicas no interior como principais desafios do Planserv
Governador chama o plano de saúde dos servidores de “equilibrado”, mas reconhece gargalos.
O governador Jerônimo Rodrigues falou sobre o Planserv em entrevista de rádio nesta quinta-feira (30). Ele classificou o plano de saúde dos servidores estaduais como “equilibrado e muito competente”. Mas reconheceu dois entraves importantes no funcionamento do sistema.
O primeiro entrave é o comportamento dos próprios usuários. Segundo o governador, muitas consultas e exames pagos pelo Estado acabam sendo desperdiçados. Ele citou dados da gestão anterior: o plano chegava a pagar entre 50 mil e 70 mil consultas ou exames que os beneficiários simplesmente não buscavam.
O segundo entrave é a falta de clínicas credenciadas no interior do estado. Isso obriga servidores de cidades menores a se deslocar para polos regionais, como Feira de Santana. Esse deslocamento constante sobrecarrega o atendimento nessas cidades maiores.
Jerônimo atribuiu o problema à falta de interesse do setor privado. Segundo ele, não há rentabilidade suficiente para empresas instalarem clínicas em municípios pequenos. O governador afirmou que o Estado tem adotado uma postura mais rigorosa contra abusos da rede credenciada.
Para tentar reduzir a sobrecarga nos polos regionais, o governo estuda novas soluções. A ideia é estimular a descentralização do atendimento. Jerônimo afirmou que a gestão busca formas de atrair mais empresários para investir na saúde do interior.
