Quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Ex-capitão da PM teria despistado trajeto de Flávio

Segundo O Globo e Folha, Eduardo Bolsonaro coordenou a estratégia; não há confirmação pública de que Porciúncula tenha sido acusado formalmente.

O ex-capitão da PM da Bahia André Porciúncula, aliado próximo da família Bolsonaro, participou da divulgação de informações falsas à imprensa durante a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil, segundo reportagens da jornalista Bela Megale, de O Globo, reafirmadas nesta segunda (2) pela Folha de S.Paulo. Na tarde de terça (27), Porciúncula disse a jornalistas que Flávio já estava em um voo para Miami e, horas depois, que o avião havia pousado e o senador estava com Eduardo e familiares. As informações não eram verdadeiras: naquele momento, Flávio ainda estava no Brasil, a caminho da fronteira com a Argentina. De acordo com as reportagens, as versões vieram do próprio Eduardo Bolsonaro, que coordenava a estratégia, e aliados dele chegaram a falar em uma rota pela Venezuela.

Segundo as autoridades migratórias argentinas, Flávio cruzou a Ponte Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, às 22h50 de terça (27), com a esposa e as duas filhas, usando passaporte italiano. De lá, seguiu em avião particular, com escala em Guayaquil, no Equador, até Miami, onde chegou na manhã de quarta (28). A PF investiga a saída, que descumpriu a determinação de Moraes, do STF. A matéria não traz manifestação de Porciúncula nem de Eduardo sobre as informações.

Nascido em Salvador, Porciúncula, de 41 anos, entrou na PM em 2005, chegou a capitão e foi secretário especial de Cultura nos últimos dias do governo Jair Bolsonaro. Em junho, foi para a reserva remunerada, depois de procedimentos administrativos sobre a ausência de retorno à corporação, e responde a um processo na Justiça Militar. Disputou a Câmara dos Deputados em 2022, com 82.693 votos, e a Câmara de Salvador em 2024, com 2.758, sem se eleger. Em maio, O Globo informou que ele comprou um imóvel no Texas, avaliado em cerca de R$ 3,8 milhões, por meio de um fundo ligado a um advogado de Eduardo. Ele respondeu que o tema diz respeito à vida pessoal

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