O Carnaval de Salvador é reconhecido como uma das maiores festas populares de rua do planeta, reunindo milhões de foliões ao longo de seis dias de festa nos circuitos Barra-Ondina (Dodô), Campo Grande (Osmar) e no Centro Histórico (Batatinha).
A festa tem origem na invenção do trio elétrico, criado na década de 1950 pelos músicos Dodô e Osmar, e se tornou a principal vitrine da música baiana — berço do axé e trampolim para nomes como Ivete Sangalo, Daniela Mercury e o grupo Olodum.
Além da dimensão cultural, o Carnaval é um dos principais motores econômicos do estado. A festa movimenta centenas de milhões de reais a cada edição e sustenta milhares de empregos temporários nos setores de hotelaria, alimentação, transporte e serviços.
Os blocos afro, como Ilê Aiyê e Olodum, cumprem papel central na valorização da cultura negra e na afirmação identitária de Salvador, uma das cidades de maioria negra fora do continente africano e um dos principais centros da herança afro-brasileira.
A cada ano, a organização da festa envolve um amplo esquema de segurança, saúde e limpeza urbana montado pelo poder público, além da estrutura de camarotes, blocos e trios que mobiliza artistas e trabalhadores de todo o estado.
Vitrine do turismo baiano, o Carnaval de Salvador reafirma a cada edição o protagonismo da capital no calendário cultural brasileiro, atraindo visitantes de todo o país e do exterior e projetando a imagem da Bahia mundo afora.
