Presidente da federação baiana classifica situação como “completamente inaceitável”; impacto estimado passa de R$ 15 milhões.
A Federação Bahiana de Futebol entrou com uma representação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) após o presidente do Vitória, Fábio Mota, reclamar de tratamento desigual dentro da Futebol Forte União (FFU). A queixa envolve a Sports Media Entertainment, investidora que sustenta financeiramente o bloco.
Segundo Mota, os contratos entre Vitória e Atlético-MG seriam padronizados, mas o clube baiano vem sofrendo desconto de 15% em suas receitas de TV e publicidade já em 2026, enquanto o time mineiro recebe o valor integral neste ano. A diferença representa um impacto estimado em R$ 15 milhões ao longo da temporada — mais do que o clube investiu nas contratações de Baralhas e Erick somadas.
O presidente da FBF, Ricardo Lima, classificou a situação como “completamente inaceitável” e afirmou que a federação vai buscar tratamento isonômico para o Vitória em todas as instâncias. Na petição enviada ao Cade, a FBF pede que a SME detalhe contratos, percentuais e valores retidos de cada clube da liga em 2026.
Foto: Victor Ferreira | ECVitória
