Linha fina: Crise começou após Milei chamar Lula de “presidiário” e “ladrão” em falas públicas nas últimas semanas.
O governo argentino não tomará nenhuma medida em resposta à decisão brasileira de reduzir o nível da representação diplomática entre os dois países. A declaração foi dada pelo chanceler argentino, Pablo Quirno, nesta quarta-feira (5), um dia depois de criticar a decisão do Brasil.
Em nota, a chancelaria argentina classificou a medida brasileira como unilateral e motivada por “questões puramente ideológicas”. Diplomatas brasileiros, por outro lado, afirmaram que o rebaixamento não configura expulsão formal do embaixador argentino em Brasília.
A crise entre os países começou após a presença de Javier Milei na convenção do PL que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro, quando o presidente argentino chamou Lula de “presidiário”. Nos dias seguintes, Milei acusou o Brasil de liderar uma “campanha anti-Argentina” na Copa do Mundo e voltou a chamar Lula de “ladrão” e “corrupto” em entrevista à TV argentina.
