Sábado, 19 de setembro de 2026
Salvador · Bahia
Política

Lobista chamava Lulinha de “sócio” em mensagens

Roberta Luchsinger negou à PF ter recebido repasses, mas trocas de áudio e texto revelam referências recorrentes à sociedade.

Mensagens obtidas pelo jornal Metrópoles mostram a lobista Roberta Luchsinger, investigada por suspeita de tráfico de influência, se referindo a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, como “sócio” em diversas conversas particulares entre 2023 e 2024. Em depoimento à Polícia Federal em maio deste ano, ela classificou a relação como “amizade” e negou ter feito qualquer repasse financeiro a ele.

Nas mensagens, porém, Roberta menciona a sociedade repetidamente: em outubro de 2023, escreveu a um advogado que “o Fábio é meu sócio”; em janeiro de 2024, disse a uma amiga que viajaria à Suíça acompanhada de “Fábio (meu sócio), filho do presidente Lula”; e em junho do mesmo ano relatou a uma gerente de hotel ter feito compras “com meu sócio, filho do presidente Lula”.

A relação entre os dois é investigada em três inquéritos distintos no STF: um deles apura suposto tráfico de influência no Ministério da Saúde para venda de fármacos derivados de maconha, envolvendo também Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS; outro trata de possíveis pagamentos a pessoas do entorno do presidente Lula; e um terceiro investiga suspeita de tráfico de influência na Dataprev, estatal de processamento de dados.

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