Parlamentar rebateu alegações da legenda sobre “perda de timing”, atribuiu atraso na definição ao luto pelo falecimento de seu irmão e anunciou composição com o ex-prefeito Luís Eduardo Falcão como vice.
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) convocou uma entrevista coletiva para afirmar que mantém sua pré-candidatura ao governo de Minas Gerais nas eleições. A declaração contrapõe o posicionamento oficial emitido pela direção estadual e pela executiva nacional do Republicanos, que haviam anunciado que o parlamentar estaria fora da disputa majoritária.
Mais cedo, dirigentes da sigla comunicaram que o senador “perdeu o timing” para articular a chapa e negociar alianças políticas, uma vez que não compareceu à convenção estadual da legenda. Diante da indefinição, a cúpula do partido indicou que pretendia retirar o apoio à candidatura própria para construir uma coligação com o PL e a federação União Progressista em torno do ex-secretário Marcelo Aro (PP).
Justificativa pessoal, luto e críticas à cúpula política
Durante a coletiva, Cleitinho criticou a avaliação de aliados e opositores que o classificaram como politicamente instável ou hesitante. O parlamentar explicou que o motivo da demora para confirmar a candidatura decorreu do agravamento do estado de saúde e do falecimento de seu irmão mais novo, Matheus Azevedo, em razão de complicações de uma leucemia.
O senador ressaltou que a convenção do partido ocorreu no período de luto da família e acusou integrantes de seu campo político de insensibilidade ao cobrar prazos eleitorais durante o momento de dor familiar.
Chapa definida, pesquisas e articulação partidária
Para demonstrar a viabilidade do projeto eleitoral, Cleitinho anunciou a definição da chapa ao lado do ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão (também filiado ao Republicanos), indicado para a vaga de vice-governador.
O parlamentar citou levantamentos recentes de intenção de voto nos quais figura na liderança da corrida ao Palácio Tiradentes, argumentando que a manutenção do projeto atende ao apelo do eleitorado mineiro.
Ao encerrar a manifestação à imprensa, o senador informou que buscaria interlocução com o presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, na tentativa de reverter a decisão da legenda e obter a validação formal da candidatura dentro do partido.