Grupo é suspeito de fraudar licitações e desviar R$ 1,4 bilhão em obras de pavimentação e limpeza urbana na Bahia.
A Polícia Federal indiciou 25 pessoas, entre empresários e agentes públicos, por corrupção, fraude em licitações e desvio de recursos na Operação Overclean. A investigação apura um esquema de propina para viabilizar contratos de pavimentação e limpeza urbana em municípios baianos, financiados com verbas federais do Dnocs e da Codevasf.
Entre os indiciados estão o empresário José Marcos Moura, conhecido como “rei do lixo”, além de Fábio e Alex Parente. Também foram indiciados dois ex-coordenadores estaduais do Dnocs na Bahia, Lucas Maciel Lobão Vieira e Rafael Guimarães de Carvalho. Segundo a PF, o grupo teria movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão em contratos fraudulentos e obras superfaturadas.
Deflagrada no fim de 2024, a operação já teve nove fases, mas está parada desde o início do ano, quando uma busca e apreensão atingiu o deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT). Ele e outros três parlamentares — Elmar Nascimento (União), Vicentinho Júnior (PP-TO) e Dal Barreto (União) — seguem sendo investigados no caso, mas ainda não foram indiciados. O indiciamento é apenas uma etapa do processo: cabe agora à Procuradoria-Geral da República decidir se apresenta denúncia criminal.
