Gilmar Mendes negou pedido do PDT; prefeito diz que vai buscar consenso entre vereadores para a sucessão.
O ministro Gilmar Mendes, do STF, negou na segunda (19) uma liminar pedida pelo PDT que abriria caminho para o presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), disputar novo mandato à frente da Casa em 2027-2028. O partido argumentava que, como Muniz assumiu a presidência em 2023-2024 por sucessão regimental, uma candidatura em 2027 não configuraria um terceiro mandato seguido. O ministro entendeu que ele exerceu a presidência de forma contínua nos dois biênios, e que a situação não se enquadra nas exceções do STF e do TSE, o que levaria a seis anos seguidos no comando. A decisão será submetida ao plenário, e a Câmara e a Prefeitura têm cinco dias para dar explicações.
Nesta terça (20), o prefeito Bruno Reis (União Brasil) disse, durante a entrega de uma contenção de encosta em Brotas, que pretende atuar para evitar disputa pela presidência da Câmara e buscar um consenso entre os vereadores. “O presidente Carlos Muniz tinha essa expectativa”, afirmou sobre a recondução. Entre os nomes mais cotados na base aliada estão Paulo Magalhães Júnior (União Brasil), Alexandre Aleluia (Novo) e Daniel Alves (PSDB). A eleição da Mesa está prevista para a última reunião ordinária de dezembro.
