Aos Fatos classificou 19 de 23 falas de Flávio e 6 de 23 de Lula como falsas, enganosas ou imprecisas; Lupa e UOL Confere também registraram erros de Lula.
As agências de checagem analisaram as principais afirmações do último debate entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), na TV Globo, na noite de sexta (23), e encontraram imprecisões nos dois lados. Pela Aos Fatos, em parceria com o Terra, das 23 principais afirmações analisadas de cada candidato, 82,6% das falas de Flávio foram classificadas como falsas, enganosas ou imprecisas, contra 26,1% das de Lula. No UOL Confere, que checou 12 declarações do presidente e 18 do senador, Lula teve sete afirmações verdadeiras, uma falsa, uma enganosa, duas exageradas e uma subestimada. Os critérios e as amostras variam entre as agências, e os números não são comparáveis um a um.
Entre as falas de Flávio, a Aos Fatos classificou como falsas a de que Jair Bolsonaro não debochou de pessoas com falta de ar, a de que o governo Lula jogou de 2033 para 2050 a meta de 90% de atendimento de esgoto e a de que Lula seria “o pai do Tigrinho” e do cassino on-line. Sobre a afirmação de que Lula virou as costas às tragédias de 2024 no Sul, o veredito foi “falta contexto”. A Lupa também apontou como falsa a alegação de que Lula teria defendido o roubo de celulares para “tomar uma cervejinha”, dizendo que trechos de entrevista de 2017 foram editados para mudar o sentido da frase, e que não há prova de encontro entre Lula e Vorcaro para tratar do assunto sugerido no debate. Sobre as obras paradas, o dado citado por Flávio era defasado: o Painel do TCU registrava 4.215 paralisações em julho de 2026.
Lula também não saiu ileso. A Lupa registrou que o presidente repetiu um erro sobre o PIB, e o UOL Confere e o Estadão Verifica classificaram como subestimado o número de 6 mil obras que ele disse ter herdado, já que o total real era maior. A Aos Fatos e a Lupa dizem que exagero de números de obras e de investimentos foi um dos erros do petista. A coalizão CheckBR, que reúne a Lupa e outras seis organizações, segue monitorando as desinformações durante o fim de semana.
