A culinária baiana é uma das mais reconhecidas do país, resultado da fusão de influências africanas, indígenas e portuguesas ao longo de séculos de história.
O acarajé, bolinho de feijão-fradinho frito no azeite de dendê e recheado com vatapá, caruru e camarão, é o prato mais emblemático e foi registrado pelo Iphan como patrimônio cultural imaterial do Brasil, assim como o ofício das baianas de acarajé.
Pratos como a moqueca, o vatapá, o caruru e o bobó de camarão compõem uma cozinha marcada pelo uso do azeite de dendê, do leite de coco e de temperos intensos.
Além do valor cultural e religioso — muitos pratos têm origem nos terreiros de candomblé —, a gastronomia é um importante atrativo turístico e fonte de renda, sustentando restaurantes, tabuleiros e feiras em todo o estado.
As baianas de acarajé, com seus tabuleiros nas ruas de Salvador, tornaram-se símbolo da cidade e do trabalho feminino ligado à tradição afro-brasileira.
Entre o sagrado e o cotidiano, a culinária baiana segue como uma das expressões mais fortes da identidade cultural do estado e cartão de visitas da Bahia para o mundo.
