Secretário diz que não há conversas recentes com o Grupo City e que o próximo administrador será definido por licitação; PPP termina em 31 de março de 2028.
O Governo da Bahia começou a preparar o futuro da gestão da Arena Fonte Nova depois do fim da atual PPP, previsto para 31 de março de 2028. Em entrevista ao Bahia Notícias nesta terça (20), o secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos, disse que o Estado acionou a BahiaInveste para elaborar um diagnóstico e um termo de referência, que servirão de base para o novo modelo de administração.
A informação surge em meio ao interesse do City Football Group, que controla a SAF do Bahia, em assumir o estádio, e depois do anúncio da Acelen como detentora dos naming rights da arena, na segunda (19). Vasconcelos descartou relação entre os dois temas: “O contrato de naming rights entre a Acelen e a Fonte Nova não tem nenhuma relação com o contrato de PPP, que vai findar em 2028. É óbvio que, por ser da mesma empresa, a especulação existe.” Segundo o BN, a Acelen foi criada pelo Mubadala Capital, grupo ligado ao CFG por meio do executivo Khaldoon Al Mubarak. O secretário afirmou que não há contato recente com o Grupo City e que o governo “vai se preparar no próximo ano”.
A partir de 2028, o estádio passa integralmente ao Estado, e a próxima contratação, segundo ele, não deve repetir o modelo de PPP vigente desde 2011. “Vamos discutir uma gestão do estádio”, disse. O contrato original foi assinado em janeiro de 2010, no governo de Jaques Wagner (PT), por 35 anos, e reduzido em 17 anos por um aditivo de outubro de 2021. Em fevereiro, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) confirmou conversas sobre a possibilidade de o conglomerado assumir a administração. Em 2025, a Fonte Nova teve prejuízo de R$ 15,8 milhões, apesar da receita operacional líquida de R$ 89,3 milhões.
