Empresa, citada em anexos da proposta de delação de Vorcaro (recusada pela PF e pela PGR), diz que a relação era “estritamente comercial”.
A Blue Pay Solutions contestou, em nota ao Bahia Notícias nesta sexta (16), as alegações que a associam a contratos com sobrepreço e a repasses em espécie no caso Banco Master. A empresa foi citada em anexos da proposta de delação de Daniel Vorcaro, recusada pela PF e pela PGR. No relato atribuído a ele, a Blue Pay estaria entre as empresas usadas para gerar dinheiro vivo, com contratos superfaturados com correspondentes bancários ligados a Augusto Lima, o “Guga”, e devolução de parte dos valores para repasses a agentes políticos.
A Blue Pay diz que a relação com o banco era “estritamente comercial”, formalizada em contrato de prestação de serviços para operacionalizar campanhas de incentivo e distribuição de premiações, cabendo ao banco identificar os beneficiários e disponibilizar os recursos. Afirma que jamais celebrou contratos com sobrepreço, recebeu valores acima dos serviços prestados, devolveu valores a pessoas ligadas a Augusto Lima ou fez pagamentos em espécie a Vorcaro ou a Lima.
A empresa pediu que as acusações sejam identificadas como alegações atribuídas a terceiros, e não como fatos comprovados.
