Inquérito aponta policiais penais como suspeitos; investigação desde abril; Seap não se posicionou.
O Ministério Público da Bahia instaurou um inquérito civil para apurar a suposta comercialização ilegal de rede de Wi-Fi no Presídio de Salvador, no Complexo Penitenciário. Pelo documento obtido pelo Bahia Notícias, os principais suspeitos são policiais penais da própria unidade, que estariam cobrando dos presos pelo acesso à internet. A apuração começou em abril, com um procedimento preparatório, e o inquérito foi aberto em 19 de outubro pela promotora Nivia de Carvalho Andrade. O MP pediu diligências para identificar os operadores da rede, o fluxo financeiro e eventual participação de terceiros.
O BN procurou a Secretaria de Administração Penitenciária, que não se posicionou até a publicação. A lei só permite internet em presídios de forma supervisionada e para fins específicos, como teleaudiências e cursos. Por ser um inquérito, não há conclusão sobre responsabilidade.
