Segunda-feira, 3 de agosto de 2026
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Pico de chuva de meteoros ocorre entre quinta e sexta-feira; confira orientações para acompanhar o espetáculo astronômico

Pico de chuva de meteoros ocorre entre quinta e sexta-feira; confira orientações para acompanhar o espetáculo astronômico

Fenômeno promete até 25 rastros luminosos por hora no céu em condições ideais; observação pode ser realizada a olho nu sem necessidade de equipamentos ópticos.

Uma chuva de meteoros atingirá seu ápice de atividade na madrugada de sexta-feira (31). Sob condições climáticas e de visibilidade favoráveis, a expectativa é de que até 25 meteoros possam ser observados por hora em todo o país, segundo dados da Agência Espacial Brasileira (AEB), unidade ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Apesar de a presença da Lua cheia ilumina o céu e reduzir o contraste de rastros mais suaves, o espetáculo poderá ser apreciado a olho nu, dispensando o uso de telescópios ou binóculos. Especialistas recomendam iniciar a observação a partir de 1h30 da madrugada, preferencialmente em locais afastados da poluição luminosa das áreas urbanas e direcionando o olhar para a faixa que abrange as posições noroeste e leste do horizonte.

Origem e características do fenômeno

O evento principal do período é a chuva Delta Aquáridas do Sul, cujos meteoros parecem irradiar de um ponto próximo à estrela Delta Aquarii, na constelação de Aquário. Paralelamente, o céu também registrará a atividade da chuva Alfa Capricornídeos — caracterizada por meteoros mais lentos e eventualmente coloridos — e o início das Perseidas.

As chuvas de meteoros ocorrem anualmente no momento em que a Terra cruza a órbita de detritos e pequenos fragmentos deixados por cometas ou asteroides. Ao entrarem na atmosfera terrestre em velocidades que oscilam entre 40 mil km/h e 260 mil km/h, essas partículas sofrem aquecimento extremo devido ao atrito, gerando os feixes de luz conhecidos como estrelas cadentes.

A duração média de um rastro luminoso varia de frações de segundo até um segundo. Nos casos em que o meteoro apresenta brilho superior ao do planeta Vênus, a ocorrência recebe a classificação astronômica de bólido, podendo permanecer visível por um intervalo maior.

Dicas para registro e próximas datas

Para os entusiastas interessados em fotografar o fenômeno, a orientação de especialistas é apontar a câmera para regiões opostas ao brilho direto da Lua, utilizando técnicas de longa exposição (cerca de 10 segundos) e sensibilidade ISO elevada.

Como o pico de atividade costuma se estender entre as madrugadas de quinta para sexta-feira e de sexta para sábado, a recomendação para o público é buscar uma acomodação confortável ao ar livre para acompanhar o céu noturno.

O próximo grande evento astronômico do calendário ocorrerá no dia 12 de agosto, com o ápice da chuva Perseidas, visível no Brasil com maior intensidade nas regiões Norte e Nordeste.

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