Medida do governo russo ocorre em meio a investidas contra o aplicativo de mensagens; em resposta, perfil oficial da empresa publicou imagem de protesto do CEO, cujo paradeiro permanece incerto.
O Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) anunciou nesta quarta-feira (29) a formalização de acusações criminais contra o fundador e presidente do Telegram, Pavel Durov. O órgão de inteligência russo acusa o executivo de facilitar atividades terroristas e confirmou a emissão de um mandado internacional de prisão em seu nome.
Segundo a manifestação oficial do FSB, os apontamentos contra o empresário decorrem da ausência de remoção de conteúdos digitais que, segundo as autoridades russas, seriam empregados por organizações extremistas e serviços de inteligência ucranianos no planejamento de operações de sabotagem, ataques e crimes cibernéticos em território russo.
Reação do aplicativo e histórico recente
Pouco após a divulgação da medida por parte de Moscou, o perfil oficial do Telegram em plataformas digitais publicou uma imagem de Pavel Durov fazendo um gesto de protesto. Até o momento, a diretoria da empresa e a defesa do executivo não emitiram declarações formais adicionais sobre o mandado.
Durov havia sido detido temporariamente na França em agosto de 2024, sendo liberado sob condições judiciais dias depois. Atualmente, a localização exata do fundador do aplicativo não é pública.
Desenvolvido em 2013 com foco em criptografia de dados, o Telegram soma mais de 1 bilhão de usuários globais e se consolidou como um dos principais canais de distribuição de informações e comunicação no contexto do conflito entre a Rússia e a Ucrânia.
