Linha fina: Candidato do PL questiona a prorrogação da votação e a atuação de fiscais; presidente do TSE defende a segurança do processo.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado no segundo turno, afirmou em Brasília que não reconhece o resultado nas condições em que ocorreu a votação e que sua equipe jurídica pedirá a anulação da eleição. “É impossível reconhecer os resultados das eleições no contexto como essas coisas aconteceram”, disse. Segundo ele, a regra “foi mudada em cima do jogo”, em referência à decisão que prorrogou o horário de votação depois das 17h, quando parte das seções já havia encerrado.
Flávio afirmou também que fiscais do PL teriam sido retirados da sala-cofre do TSE durante a interrupção da totalização, e prometeu seguir contestando: “Eu não vou desistir do meu Brasil.” As fontes consultadas registram as declarações dele, mas não mencionam provas apresentadas. A contestação ainda deve ser formalizada na Justiça.
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, disse que a decisão tomada depois do fim da votação gerou dificuldades inéditas para a Justiça Eleitoral, mas que os problemas foram contornados e que há “absoluta segurança” sobre o processo. Ele afirmou ter ligado para Lula e para Flávio para comunicar o resultado, e que observadores nacionais e internacionais relataram ausência de interferência externa. A Febraban e outras entidades parabenizaram Lula e Alckmin pela vitória.
