Deputado eleito condiciona permanência à chegada de Coronel à presidência estadual; Marinho nega tratamento diferenciado na campanha.
O deputado estadual eleito Thiago Gilleno (Republicanos) ameaça deixar o partido antes de assumir o mandato, em fevereiro de 2027. Ao Bahia Notícias, ele afirmou que pretende acompanhar a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e que sua permanência depende de uma mudança no comando estadual, hoje com Márcio Marinho. “Se por um acaso o Coronel assumir a presidência estadual, eu continuarei no partido e sentarei com ele para dialogar a minha posição. Se a presidência ficar mantida com o pastor Márcio Marinho, eu vou procurar o caminho jurídico de sair do partido”, disse. Segundo ele, a permanência na sigla ocorreu por causa da relação com o senador, e ele ainda não conversou com outras legendas.
Gilleno, o deputado mais votado do Republicanos na disputa estadual, com 114.627 votos, afirmou que não teve espaço na propaganda eleitoral de TV e que isso prejudicou sua disputa interna: “Eles não me deram o direito de fazer uma disputa leal entre os candidatos do próprio partido.” Ele diz que a ausência poderia caracterizar discriminação partidária e embasar uma ação para sair da sigla.
Marinho negou tratamento diferenciado. Segundo ele, Gilleno recebeu tempo de TV equivalente ao dos demais, embora pudesse ter menos inserções do que quem já tinha mandato, e a legenda deu apoio financeiro à campanha. O presidente estadual disse que ainda não conversou pessoalmente com o deputado eleito. Se a saída ocorrer, a oposição na AL-BA, que reúne 21 dos 63 deputados eleitos, cairá para 20. O Republicanos elegeu quatro estaduais: Gilleno, Angelo Coronel Filho, Jurailton Santos e José de Arimateia.
