Confronto, mediado por Adriana Araújo e Eduardo Oinegue, teve três blocos, interrupções e provocações pessoais, a uma semana da votação.
O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) participaram, na noite de domingo (18), do primeiro debate presidencial do segundo turno, nos estúdios da Band, em São Paulo, a uma semana da votação de 25 de outubro. O encontro, em três blocos, com perguntas e debate livre, começou por volta de 20h15. Foi o primeiro confronto direto entre os dois desde o início das campanhas.
Na segurança pública, tema do primeiro bloco, Flávio afirmou que a criminalidade explodiu no governo Lula e propôs usar as Forças Armadas na fiscalização de fronteiras, portos e aeroportos. Lula cobrou apoio à PEC da Segurança enviada ao Congresso e lembrou que o governo Jair Bolsonaro liberou mais de 1 milhão de armas. Flávio questionou Lula sobre as “saidinhas” de presos do semiaberto. Lula perguntou por que Flávio votou contra a licença-maternidade, e o senador, sem responder, levou o debate ao tema do INSS.
Entre os momentos mais tensos, Lula desafiou Flávio a abrir os sigilos bancário e telefônico, inclusive de familiares, e o senador não aceitou. Flávio citou a lobista Roberta Luchsinger e o filho do presidente, Lulinha, e fez um “mea culpa” sobre a gestão do pai na pandemia. Lula citou o Banco Master e os R$ 134 milhões que Flávio teria negociado com Vorcaro para financiar a cinebiografia de Jair Bolsonaro, e disse que o governo Bolsonaro “fez de Vorcaro um banqueiro”. Também questionou a proximidade da família Bolsonaro com o governo dos EUA e o controle de terras raras. Flávio negou qualquer intenção de entregar recursos nacionais e disse que as viagens aos EUA serviram para defender empresas e produtos brasileiros de tarifas. As afirmações dos candidatos não foram checadas neste texto.
